Berlim: Fim de festa e hora de confraternização



Saímos de Varsóvia em direção a Berlim, na Alemanha, no domingo (08/04/13) e a neve finalmente parecia dar uma trégua e a primavera européia ameaçava dar as caras. Auto estrada vazia em alguns trechos e superlotadas em outros, o povo resolveu sair de casa assim que o sol surgia, timidamente, pelos céus alemães.

Algumas paradas estratégicas, as chamadas paradas técnicas, para que Tibor, nosso motorista, pudesse aliviar as pernas e descansar por alguns minutos, já que o trajeto de 589 km deveriam ser percorridos em segurança e com muita calma.

Chegamos a Berlim por volta das oito da noite e com tempo suficiente para o primeiro contato com a capital da Alemanha. Um banho rápido e sem um lanche, a fome apertava porque o almoço, na cidade polonesa de Polszan, foi desagradável e intragável, o Shopping que paramos pode até ser bonito e moderno, mas a comida...

E eu dizia que chegamos a Berlim por volta das oito da noite e após o check in no Eurostar Berlim, situado no nobre endereço Friedrishstr, coração da cidade, embarcamos novamente no ônibus para conhecer a capital dos alemães à noite e o famoso setor judeu, chamado de pátio pelos europeus.

Um belo giro, poderia ser mais barato né mesmo Abreu Tour? Porta de Brundemburgo, Sony Center, um cenário novo para um lugar vazio e adormecido onde antes só existia o Muro de Berlim. O Sony Center é algo deslumbrante e relembra, com modernismo, os pátios construídos pelos judeus no centro de Berlim.

Havia uma grande expectativa por conhecer bem a capital da Alemanha, seriam três dias cheios e com extensa programação particular, a viagem até Postdan não estava no meu roteiro, já ultrapassa a minha cota de castelos, igrejas e palácios imperiais. Fiquei por ali, no centro cultural da cidade, para conhecer de perto como vivem os berlinenses. 

Emoções reservadas para a visita ao Muro de Berlim, conhecer melhor a história da Segunda Guerra e procurar entender a cabeças do ditador sanguinário, Hitler, que dominou a Alemanha e se dispunha a dominar o mundo, mas felizmente o mundo moderno entendeu que 1989 era o ano de dar um basta e o comunismo, da era de Stalin e seus seguidores, chegou ao fim.

Berlim foi o lugar da despedida do grupo, do encontro nos bares, nos restaurantes, nas avenidas e no saguão do hotel, onde o assunto da quarta-feira, dia do retorno, foi o furto da bolsa de Lúcia, com seu passaporte e documentos pessoais, no salão de café do Eurostar, complicado, mas o Armando, seu marido, resolveu na boa lá na Embaixada Brasileira e o casal pode retornar em  paz ao Brasil.

Berlim é uma cidade para se retornar com calma, conhecer e apreciar seus pontos turísticos, principalmente a Ilha dos Museus e o Bairro San Nicolaz, onde nos reunimos para a última confraternização da viagem. Voltarei? Sei lá, tem muita coisa a ser visitada e vamos pensar nisto mais tarde. 

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