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Mostrando postagens de março, 2026

De Miracema para o mundo

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  CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A Bras...

Eu e Ela em Paris

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  Paris tem dessas coisas: a gente pisa no pátio do Louvre e parece que entrou ao mesmo tempo na história antiga e na modernidade. A famosa pirâmide de vidro, inaugurada em 1989 e projetada pelo arquiteto I. M. Pei, virou um dos símbolos da cidade — quase tão fotografada quanto a Torre Eiffel.

Eu e Ela em Buenos Aires

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 “ Diante da histórica Casa Rosada, em Buenos Aires, guardamos mais um daqueles momentos que o tempo não apaga.  Entre praças, monumentos e histórias que ecoam na Plaza de Mayo, seguimos colecionando lembranças — porque viajar também é escrever capítulos felizes da nossa própria história.”

Eu e Ela em Amsterdã

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  Frio danado, vento cortando o rosto e nós ali, diante de um moinho holandês que parece ter atravessado séculos. Mais uma parada na estrada da vida… dessas que a gente guarda no coração e depois conta na mesa do bar, entre amigos e boas lembranças ventos da Holanda.”

Eu e ela em Amsterdan

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  Entre canais, bicicletas e histórias que atravessam séculos, Amsterdam nos lembra que o mundo é grande… mas também cheio de cantinhos onde a gente se sente em casa. Diante de um moinho holandês, daqueles que parecem ter saído de um livro antigo, a gente percebe que viajar não é apenas conhecer lugares — é colecionar momentos que o tempo não apaga. E ali estávamos nós, firmes contra o vento frio da Holanda, mas com o coração aquecido pela alegria de estar vivendo mais um capítulo dessa jornada .

Eu e Ela em Bruxelas

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Diante do imponente Atomium, um dos símbolos mais curiosos e modernos da Europa, paramos para registrar mais um capítulo dessa caminhada pelo mundo. Bruxelas tem um charme discreto: ruas elegantes, história em cada esquina e aquele friozinho que convida a caminhar sem pressa. Entre uma foto e outra, fica a certeza de que viajar é isso — colecionar lugares, mas sobretudo guardar momentos que aquecem a memória para sempre. 🇧🇪📷✈️

Eu e Ela em Londres

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 Em Londres, diante da lendária Beatles Store, lembrando que algumas músicas não envelhecem — apenas atravessam o tempo com a gente. Entre passos pelas ruas da cidade e memórias embaladas por canções eternas, fica a certeza de que viajar também é ouvir o mundo de outro jeito. Londres sempre terá um refrão esperando por nós .

Eu e Ela em Santiago do Chile

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 No alto do Vale Nevado, diante da imensidão branca da Cordilheira, o frio corta o rosto, mas o coração se aquece. Entre risos, abraços e o silêncio majestoso das montanhas, fica a certeza de que alguns momentos não se medem em temperatura, mas em felicidade. Lá em cima, perto do céu, a vida parece ainda mais bonita. Memórias que trouxemos das alturas de Santiago para guardar para sempre .

Eu e Ela em Madrid

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  Essa foto em frente ao Estádio Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, tem algo especial: não é só turismo em Madrid. É quase um encontro com um pedaço da cultura do futebol que atravessa gerações. Quem gosta de bola sente isso no ar.

Eu e Ela em Berna

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 Berna Entre ruas de pedra que parecem guardadas pelo tempo e arcadas que protegem os passos dos viajantes, Berna recebe quem chega com uma elegância tranquila. A velha torre do relógio marca as horas como faz há séculos, lembrando que nesta cidade o tempo não corre apressado — ele caminha com calma, respeitando a história.

Eu e ela em Lisboa

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  Lisboa é dessas cidades que não se explicam — se sentem. Entre ruas de pedra, elétricos amarelos subindo as ladeiras e o Tejo brilhando ao fundo, cada passo parece carregar séculos de histórias. Ali, o tempo não corre… ele passeia. E quem passa por Lisboa leva sempre um pouco de saudade, mesmo antes de ir embora.

Eu e ela em Roma

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 Roma – Entre pedras e séculos Diante do imponente Coliseu, em Roma, a gente sente que o tempo não é apenas passado — ele está ali, presente em cada arco, em cada pedra marcada pela história. Construído há quase dois mil anos, o Coliseu já viu imperadores, multidões, gladiadores e espetáculos que marcaram a história da humanidade. Hoje, ele recebe visitantes do mundo inteiro, gente que chega para olhar, admirar… e tentar imaginar como tudo aquilo era. Ali, entre ruínas que desafiam os séculos, registramos mais do que uma viagem. Registramos um encontro com a história — e um momento nosso, guardado para sempre na memória e agora também neste álbum da família.

A primeira ninguém esquece

 A viagem. que começou com um prêmio Saí do Brasil em 20 de maio de 2005, ao lado de Marina, com destino a Madrid, na Espanha, para receber um prêmio internacional — o primeiro da minha carreira como jornalista esportivo. Foi também a primeira vez que pisamos no Velho Mundo, a tão sonhada Europa. Tudo aconteceu de forma muito rápida, quase sem tempo para planejar. A viagem surgiu de surpresa e tivemos apenas cinco dias em terras espanholas. Mesmo assim deu tempo para conhecer um pouco da capital, Madrid, ver de perto o Estádio Santiago Bernabéu e até entrar no gramado daquele que muitos chamam de o templo do futebol europeu. Com o calendário apertado ainda conseguimos visitar Toledo, uma cidade medieval cercada por muralhas construídas pelos mouros e ligada à história de um dos grandes nomes da literatura mundial: Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote. Andar por suas ruas estreitas — que mais parecem labirintos — foi como caminhar por dentro de um livro de história. Foi também ...

Conhecendo a Itália

  Roma pela manhã. O sol nascia na Cidade Eterna depois de três belos dias caminhando pela história, admirando o Mediterrâneo e conhecendo lugares sagrados como o Vaticano, o Coliseu e o Panteão. Dali partimos rumo a mais dois destinos históricos e milenares: Florença, na Toscana, e Veneza, na região do Vêneto, com seus canais que fazem parte da história do turismo mundial. A viagem foi belíssima. As estradas italianas são daquelas de tirar o fôlego. Às vezes penso que alugar um carro, com um bom motorista, para percorrer a Bota italiana seria algo elegante e ainda mais encantador. Mas estávamos de ônibus e aquilo era o melhor para o momento. Após cerca de três horas e meia de viagem fizemos uma parada técnica — dessas que sempre acabam servindo também para conhecer algum lugar interessante — e logo chegamos a Florença, o berço do Renascimento. Sem perder tempo, nossa guia nos indicou o caminho do centro histórico e por ali ficamos até o anoitecer, admirando obras de mestres como M...

Sonhos de Lili

  Quando eu era guri, jamais imaginei que um dia pudesse transformar meus sonhos em realidade. Sempre pensei em viajar, é verdade, mas esse desejo nasceu muito por influência de minha mãe, Lili, apaixonada por livros de geografia, mapas e revistas que mostravam cidades e países do Velho Mundo. Mamãe era louca para conhecer Veneza. Dizia que seu grande sonho era passear de gôndola e correr pela Piazza São Marcos, entre os pombos e os artistas famosos sobre os quais sempre lia nas revistas. Pois é, dona Lili, eu também sonhei com isso e, como já disse antes, jamais imaginei que um dia pudesse realizar esse sonho — que era seu, mas que também se tornou meu. O mundo e Deus, no entanto, foram generosos comigo. Em setembro de 2008, já aposentado, eu e Marina embarcamos em uma viagem inesquecível pela Europa. E como nasceu o roteiro dessa viagem de vinte e dois dias? Eu e Rildo Júnior, então funcionário da Esperança Turismo, sentamos diante de um catálogo da Europamundo e começamos a proc...

Roma

Roma dos Césares. Roma dos deuses. Roma dos homens comuns e do trânsito caótico e completamente louco. Roma… eterna Roma. Faltam palavras para descrever o Coliseu, a Fontana de Trevi, as praças magníficas e os palácios deslumbrantes. Roma é eterna — e eterna também será a saudade que ficou daquele lugar. Nápoles, Capri e Pompéia ficaram para trás, porque resolvemos subir as colinas e conhecer, levados pelo primo Miguel Antinarelli, pequenas cidades medievais e igrejas que guardam histórias dos tempos em que os romanos eram guerreiros e conquistadores. No caminho atravessamos a Via Ápia, a estrada que um dia imaginei conhecer apenas em sonho. Pense bem: o garoto engraxate da porta da prefeitura passeando pela primeira rodovia do mundo. Imaginou? Pois eu ainda me belisco até hoje para acreditar que aquilo realmente aconteceu

Florença

 eterno craque da Seleção Brasileira, dizer que Florença era o berço da civilização. Em outra ocasião ouvi Edmundo, ex-craque do Vasco e de um punhado de clubes, afirmar que Florença não era lugar para viver. Descendo de Roma em direção a Firenze, eu pensava justamente nisso e, como bom amante do futebol, ainda lembrava da Fiorentina enquanto tentava traçar um paralelo entre as opiniões dos dois jogadores. Afinal, quem estaria com a razão: Sócrates ou Edmundo? Claro que o Doutor estava certo. Florença — ou Firenze, como dizem os italianos — é realmente um lugar deslumbrante, com tudo aquilo que um dia imaginei conhecer. Catedrais estupendas, cantinas acolhedoras e um vinho capaz de nos fazer parar, pensar e refletir sobre tudo o que estávamos vivenciando naqueles dias de setembro.

Veneza

 Itália das maravilhosas estradas e das cidades enigmáticas. Itália de Veneza e sua tradição. Veneza das gôndolas, do amor, das igrejas e da inesquecível Praça de São Marcos. A Ponte dos Suspiros e o passeio pelos canais estão guardados em fotos e vídeos e, sempre que me lembro de Veneza, fico até meio chato: convido amigos e familiares para assistir novamente ao beijo do casal sob a ponte e ao choro emocionado dos dois dentro da gôndola. Veneza é eternamente romântica. A passagem por Turim foi mais de longe e a de Milão um pouco mais próxima. Não chegamos a entrar nas cidades para conhecê-las, mas — e sempre existe um porém — a simples sensação de ver, ainda que de passagem, os caminhos que levam a duas das cidades mais famosas da “Bota” italiana já me deixou feliz e disposto a encarar seis horas de ônibus rumo aos Alpes, em direção à Suíça, país que eu jamais imaginei conhecer e que nem sequer estava nos meus planos. E lá fomos nós, guiados pelo motorista português — claro que se...

Versalhes

 Contavam que Maria Antonieta era louca e egocêntrica e que o rei Luiz XVI fazia de tudo para que ela não se esquecesse de sua terra natal, a Áustria. Falavam também das riquezas e das belezas de Versalhes, a morada dos reis da França. E eu, ainda um incrédulo moleque de Miracema, custava a acreditar em tudo aquilo, nem mesmo depois de assistir aos filmes que contavam a história do casal que acabou na guilhotina durante a Revolução Francesa. Estivemos em Versalhes pela primeira vez em 2008, quando passamos apenas uma manhã caminhando por seus imensos jardins. Voltamos em 2011 e, dessa vez, tivemos a oportunidade de conhecer o espetacular Salão dos Espelhos, uma das maiores extravagâncias do reinado de Luiz XIV e símbolo máximo do luxo da corte francesa. O Palácio de Versalhes e seus jardins maravilhosos fizeram parte do nosso roteiro parisiense e, confesso, mais uma vez não resisti à emoção: chorei copiosamente em um dos banheiros dos jardins do palácio. Versalhes é algo indescrití...

Paris

 Paris é uma cidade iluminada — não exatamente no sentido literal da palavra, mas no sentido figurado. A capital francesa recebeu esse título graças aos seus grandes e ilustres moradores: pensadores, poetas, artistas de todas as áreas, homens e mulheres cujas mentes pareciam jorrar talento e criatividade. E, quando se fala em religiosidade, Paris também é uma cidade iluminada. Um exemplo está no entorno do antigo “Bairro dos Pobres”, que já foi reduto de boêmios e de “vagabundos”, como eram chamados os artistas de rua. Hoje o lugar é nobre e atende pelo imponente nome de Montmartre, situado ao lado de uma das igrejas mais famosas da Europa: a Basílica de Sacré-Cœur, inaugurada em 1914 e atualmente um dos pontos mais visitados da cidade. Ali, no lado mais boêmio da basílica, permanece o reduto dos artistas. Por aquelas ruas passaram nomes como Picasso e Dalí, e ainda hoje artistas anônimos dão ao lugar um tom especial. Seus restaurantes e bares vivem cheios de poetas, pensadores e g...

Noite de Guarania em Cuiabá

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  ​Acordes de Família: Uma Noite de Guarania em Cuiabá ​O  ano era 1980, e Cuiabá nos recebia com aquele calor que transborda hospitalidade. Mas a verdadeira alma daquela noite não estava apenas no clima, e sim no encontro proporcionado pelo primo Frederico.  Foi ele quem trouxe o grupo contratado para que as vozes e os violões preenchessem o ambiente com a cadência nostálgica da guaranias. Afinal era comemoração dos meus 40 anos naquele já distante 3 de janeiro. ​Lembro-me da harmonia perfeita entre os músicos e de como a melodia parecia unir todos nós em uma celebração que ia além da música. Eu, que já trazia na bagagem a experiência dos festivais e dos microfones da rádio, me vi ali, imerso em um repertório que falava ao coração. ​Olhando para essa foto agora, vejo o brilho daquele momento em que o talento do grupo contratado se fundiu com a nossa alegria de estarmos juntos. O primo Frederico não apenas organizou uma recepção; ele criou uma memória sonora que, mesmo...