De Miracema para o Mundo - Parte 1

Saí do Brasil, em 20/05/05, ao lado de Marina, com destino a Madrid/Espanha, para receber um prêmio internacional, o primeiro de minha carreira de jornalista esportivo, e, ao lado de Marina, fui pela primeira vez ao Velho Mundo, a tão sonhada Europa, pena que não deu tempo para preparar uma viagem, foi tudo muito surpresa e muito rápido, mas por lá, nos cinco dias que ficamos em terras espanholas, deu tempo para conhecer um pouco da capital, Madrid, e ver de perto o Estádio Santiago Bernabeu (foto) e adentrar ao gramado do "templo do futebol' da Europa.
Claro que com esta viagem, contada nos dois primeiro tópicos, criou um gosto de viajar mais, conhecer outros países e gparirar o mundo como um andarilho ao lado de Marina.
Em 2008, já fora do banco e também do jornalismo profissional, aposentado de vez, saímos com um destino certo: Cinco países da Europa e começamos por Lisboa/Portugal (foto ao lado) um giro de 22 dias cumprindo a risca alguns de nossos desejos infantis ou juvenis. Lisboa de Camões, de Cabral, de D Pedro e família, do fado e do bacalhau.
No primeiro dia uma caminhada pela capital portuguesa, conhecendo alguns dos principais pontos turísticos sem nos preocupar com o guia ou com roteiro, mas no segundo dia, para nós, e primeiro para a operadora, seguimos em direção a Estoril (foto), Cascais e Sintra, e aqui, na primeira parada, conhecemos superficialmente o Cassino de Estoril, não houve chance de entrarmos, estava fechado para obras e nós apenas observamos de longe e fizemos várias fotos do mais bonito cassino europeu, depois de Monte Carlo.
De Estoril, onde o cassino é famoso, para Sintra, onde o turismo é forte e a cerveja é uma das melhores de Portugal, a foto foi tirada em um destes momentos de beliscar um bolinho de bacalhau e degustar uma boa cerveja.
Queríamos atravessar de Sinta até Cascais a pé, meu amigo Capistrano, me dizia que eram apenas cinco quilômetros, a beira mar, mas foi complicado, a guia Rosângela não nos permitiu dizendo que tinha uma bacolhada nos esperando na orla de Cascais.
Fomos no ônibus, mas podem ter certeza, caminhando ou sendo levado pelo veículo oficial do roteiro, vale a pena e o bacalhau foi tudo de bom assim como o vinho servido pelo restaurante.
Voltamos a Lisboa para completar o roteiro, um city tour estava no programa e conhecer Fernando Pessoa (a estátua é claro) estava na agenda de Marina e ir até o Centro Comercial, Alfama e o Castelo de São Jorge era preciso.
Dois dias depois seguimos viagem rumo a Espanha, mas no caminho tinha uma parada obrigatória em Fátima, no Santuário da Virgem Maria, que foi um desejo de nós dois, visitar o Santuário nos fez bem e ali pedimos a Nossa Senhora proteção para toda nossa caminhada.
Na divisa Portugal/Espanha tem Monsanto, um lugar bucólico, casas construídas sob e sobre pedras, inclusive já foi tema do Globo Repórter, e nossa parada obrigatória para almoço e descanso dos motoristas foi por ali.
Em Monsanto conhecemos a hospitalidade e a "paciência" dos portugueses, que nos ofereceram uma bela bacalhoada, desta vez não optei por vinho ou cerveja, tínhamos mais oito horas de viagem até Madrid, mas o sabor do peixe ainda está comigo até hoje.
Novamente Madrid, novamente Toledo, nossos dois primeiros destinos, em 2005, mas revisitados, desta vez com guia para nos contar histórias dos lugares e andar um pouco mais a vontade pelas duas capitais de Espanha.
Mais dois dias andando por Madrid, tour pelas principais avenidas e pontos turísticos e novamente estrada, doze horas até Barcelona, mas no meio do caminho aquela parada obrigatória, almoço, lazer, por pouco tempo, mas suficiente para conhecer um pouco de Zaragoza, uma das principais cidades espanholas, a Catedral de Nossa Senhora Del Pilar e a praça onde Sávio, ex-Flamengo e Real Madrid, gostava de passar o tempo quando atuou pelo time da cidade.
Chegamos a Barcelona quase ao anoitecer, mas se pensam que ficamos no hotel engaram, bagagem no quarto e pernas nas ramblas para conhecer a noite da Catalunha e um pouco dos bares mais famosos da cidade. Cerveja, petisco e repouso para que no dia seguinte estarmos bem para andar pela bela capital catalã.
Conhecer a Basílica da Sagrada Família fazia parte daquele roteiro nosso, lembram? E aqui do lado, com a camisa rubro-negra, no portão fechado da igreja desenhada e construída por Gaudi.
E aí, lembra quando disse lá no primeiro parágrafo que a viagem era para realizar sonhos? Pois é, saímos de Barcelona e entramos na França, pela Cotè D"Azur, coisa de gente chique, e conhecemos Nice e Monte Carlo, ambos debaixo de uma chuva tremenda, principalmente em Mônaco (foto a esquerda), que nos deixou sem condições de um tour melhor pela cidade, mas andei pela pista famosa da F-1 e realizei meu sonho, Nice (foto a direita), com tempo nublado, deu para andar pela orla, ver os iates e as pessoas famosas, e sentir um pouco a sensação de como é a vida de um milionário na Europa, só sentir, pois grana que é bom é muito pouca.
E vamos andando porque o roteiro tem que ser cumprido e em três dias já estávamos entrando em território italiano, via Bologna, onde não houve parada, mas em pouco tempo aquela parada estratégica, fazer turismo e descansar, e o lugar programado era Pisa, onde o turismo é intenso e tem apenas um lugar para ser observado e admirado, a Torre de Pisa, belo cenário e incrivelmente inclinada, sua história é contada pelos guias e as explicações parecem ser entendidas.
Eu, com toda certeza, ainda não sei como é que esta Torre de Pisa não caiu, sua inclinação, como você na foto a esquerda, chama a atenção e o que tem de turista com a mesma opinião minha e a certeza é que foi apenas pela situação da torre e que o público ávido por passeio frequenta Pisa, pois o resto... bem o resto só a Catedral.
Em Roma, finalmente. Chegamos em um domingo, a cidade estava tranquila e pudemos fazer o tour sem aquela loucura do trânsito romano, que é um dos piores do mundo. Andamos pelo centro histórico, uma pena que desta vez não entramos no Coliseu, mas a Fontana de Trevi estava no roteiro e lá chegamos para ver um dos mais fotografados cenários do mundo. Roma é tudo aquilo que soubemos através de filmes e revistas. Roma é eternamente bela e um lugar tão agradável que dez anos depois retornamos para conhecer melhor. Ah! Teve visita guiada ao Vaticano, excelente por sinal, a Capela Sistina e todo entorno e interior da Basílica de São Pedro.
Como era um feriado, para os italianos, o primo Miguel Antinarelle, morador de Latina, uma cidade distante apenas 30km de Roma, nos pegou para um passeio pela região, se foi belo? Não. Foi estupendamente belo e proveitoso. Conhecemos Sermoneta, uma cidadela do tempo do Império Romano (foto a direita), andamos pela Via Ápia, admiramos o Mar do Norte, que banha Latina e região, um café no centro da cidade, para esquentar do frio que não nos deixava, pelo menos não chovia, e visitamos um mosteiro, também do tempo do império, e Miguel nos deu a oportunidade de ver de perto um outro lado da Itália, que por sinal, dez anos depois, em 2018, ele, o primo, nos proporcionou um outro passeio incrível que conto depois, mais abaixo.
Sócrates, o craque do futebol, disse: "Florença é o lugar que qualquer intelectual sonha viver, eu me dei bem por lá, mas a saudade de casa bateu mais forte". Edmundo, o outro craque, disse: "Isto não é lugar de um homem viver, muita história, muita cultura e nenhuma diversão".
Então, eu misturo as duas opiniões e digo: Só não vivo lá porque não tenho a grana ou o talento de Sócrates e Edmundo, pois os dois me dão razão quando digo que Florença, ou Firenze, é um dos lugares mais intelectuais que conheci nestes 15 anos de viagens, um lugar para guardar na memória e em fotos, como esta, na Ponte Vechia.
Tenho muitas fotos de Veneza e escolhi esta (ao lado) por uma simples razão. É um dos poucos lugares em que não pude entrar, um Cassino e um clube fechado, que adentrei de penetra, sob olhares severos da vigilância, mas sequer dei uma respirada, voltei imediatamente para dizer que olhei lá dentro.
A Veneza que vi todos conhecem dos filmes, dos livros, das revistas de moda e de nobres, um lugar maravilhoso e com uma história de mais de dois séculos. Um passeio de gôndola, um giro pela Piaza de San Marcos e no ouvido o som das orquestras que encantam nos salões dos bares e nas calçadas venezianas.
Segundo pit stop nos Alpes foi em Lucerna, um almoço no Big Burger, que me foi apresentado pela fome, os amigos do ônibus almoçaram em um restaurante e, como fiquei olhando o movimento na orla do lago perdi a hora e, para minha sorte, o filé do Big Burger era um suculento pedaço de angus, aquele gado que depois fez sucesso aqui no Brasil, e Luzern ficou na memória pelo belo sanduba apresentado pelo fast food.
Capital dos suíços é Berna, mas para o mundo é Zurique o centro de atenções e foi lá que pernoitamos após cruzar os Alpes em uma viagem espetacular, um visual que jamais deixará minha memória e passando por duas belas cidades. Zurique, seu lago congelado, suas ruas limpas e um chocolate maravilhoso, esquentamos o frio no cair da noite e, mas tarde, já no Hilton Hotel Aeroporto, onde não há andar superior, todos os doze andares do hotel são para baixo, experimentei um vinho de alta qualidade e um queijo que dispensa comentário.
Um giro pela cidade, que nos foi apresentada pela guia Rosângela, um passeio pelo calçadão do Lago de Zurique, fotos de montão e no dia seguinte rumo a verdadeira capital, Berna, nossa última parada em terras da Suíça.
Fechando a turnê de vinte e três dias, iniciada em Lisboa, chegamos a Paris à noite, um incidente envolvendo nosso ônibus, nos Alpes, me tirou a chance de ver um jogo de futebol no Parc de Princes, início 19:45h o PSG perdeu um fã naquele dia em suas arquibancadas. Mas Paris foi amor a primeira vista, voltei em outras duas oportunidades, e foram três dias intensos, com programação variada, do Louvre ao Can-Can, passando pela Torre Eifel, pelo Rio Sena, passeio no Bateaux Mouche, e fechando em Versalles, a paixão de Luiz XVI, o Rei Sol, e sua amada Rainha Maria Antonieta.
Depois de um breve recesso nas viagens, o ano de 2009 foi para recuperação total da saúde, que teve um baque com um infarto e uma cirurgia para colocação de safenas, em setembro de 2010, com as irmãs Eliane e Maria Teresa, viajamos para o Chile, conexão com Argentina, para oito dias de andanças, pela primeira vez, pela América do Sul. Descemos em Santiago, a capital dos chilenos, em pleno feriado, era comemoração do 200o aniversário da Independência do Chile, e a cidade vazia nos deu a oportunidade de caminhar a pé por todos os ângulos e ao nosso ônibus uma grande locomoção durante o City Tour por Santiago do Chile.
Falou em vinho? Sim, falamos em vinho e fomos conhecer a vinícola Concha Y Toro, recomendada por quem conhece e por lá conheci um médico paulista que me ensinou a usar a uva Carmenere como preferencia na hora de pedir o vinho do final de semana ou um cálice por dia. Fico com o final de semana.
Dali rumamos para Viña del Mar e Valparaíso, naquele ritmo de bate e volta, mas o dia foi pequeno para tanta programação, saímos cedo de Santiago e aproveitamos ao máximo toda a agenda traçada pelo guia Maurício, um chileno que por muitos anos morou no Brasil e tem um português perfeito.
Queria muito dançar um tango, ver o Boca jogar, conversar com Maradona ou Passarela, mas nada disto aconteceu, o tango ficou para a próxima, o Boca não jogou e Maradona estava viajando, só restou Passarela mas não me interessei muito, afinal estava no Corinthians e deixei de lado, porém, tem sempre um porém, visitamos o Bairro da Boca, me deixei fotografar ao lado de uma "estátua" de Dom Diego, curti o tango na rua e andei pela Plaza de Mayo, bem em frente a Casa Rosada.
E o teste com o coração foi considerado bom e os médicos liberaram para novo giro,
fechado as pressas para aproveitar a promoção da Latam, viagem a Europa em 2011 com ponto de referência em Frankfurt, onde a voadora brasileira inauguraria um voo da grande cidade alemã até São Paulo, e, devido a isto, a CVC montou um pacote que constava Paris, como ponto de chegada, até Frankfurt, ponto de retorno.
Paris novamente, que legal, chegamos em uma dia de chuva, muita chuva, à noite, para ver mais uma vez a capital mais romântica do mundo, e como de praxe, Louvre, Arco do Triunfo, Versalhes e as margens do Rio Sena estavam no programa, claro que improvisamos, eu e dois casais de Campos, que não conhecíamos, resolvemos fazer giros pela cidade por nossa conta e ficou bem melhor, segundo a turma do ônibus.
De Paris para Londres, cortando o Mar do Norte pelo famoso Ferry Boat, que balança mais do que edifício condenado a cair, e o tempo de travessia foi terrível, o mar estava nervoso e fazia com que a calma na embarcação fosse embora e o temor de um possível incidente estivesse aflorado em todos nós. Para se ter uma ideia de como foi intranquilo, sequer tenho fotografias da travessia, apenas uma, de Marina, em um momento de calmaria, que durou apenas dois minutos.
Mas a chegada a Londres recompensou todo o sacrifício desde a saída de Callè, na França, até Dover, na Inglaterra, um belo passeio pela capital inglesa com direito a todos os pontos tradicionais da cidade, London Eye, London Tower, Trafalgar, taxi preto, ônibus duplo, Big Ben, Cabine Telefônica, e, claro, os pubs londrinos. Andar por ali foi a realização de mais um dos sonhos de juventude. Ah! E teve ainda uma esticada até a cidade de Windsor, onde a família real passa suas férias, e uma visita ao famoso Castelo de Windsor, uma das milenares obras da realeza britânica.
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