Viver é sonhar - Viajar é um sonho - Parte VII
Saímos de Veneza com o coração partido, mas não podíamos ficar por ali mais tempo, o roteiro tinha que ser cumprido e morar naquele lugar nem mesmo nos melhores sonhos de Dona Lili ou deste garoto que jamais havia ousado em pensar em estar por ali. Mas subir os Alpes, pelo lado italiano, olhar o Lago de Como lá de cima e entrar na Suíça atravessando o espetacular Túnel São Gottardo, foi muito mais do que aquele desejo dela, foi transformar o sonho em realidade.
A primeira emoção foi, como disse no parágrafo anterior, cortar os 16km do túnel, que para nós equivale a distância entre Miracema e Pádua (minha região lá no Noroeste Fluminense-RJ), e depois olhar as montanhas, os mirantes, os lagos ainda não congelados porque era o início do outono na Europa, até chegar a Lugano e aí sim, ver um dos lagos mais bonitos do mundo já bem coberto de gelo.
Descemos em Lugano, nossa primeira parada antes de chegar a Zurique, não a capital oficial mas o centro de tudo na bela Suíça. Foram poucas horas mas o suficiente para um tour, para ver a banda passar, literalmente, enquanto a turma do ônibus almoçava eu observava uma retreta e depois um desfile pela orla do lago de uma banda de música tradicional, com músicas locais e alguns dobrados americanos.
Seguimos em frente, próximo destino seria Luzern, traduzindo para o nosso português, Lucerna, uma das belas cidades suíças e onde um outro belo cenário nos aguardava, jardins maravilhosamente bem cuidados, um centro histórico limpo e também cercado por um lago, o Lago dos Quatro Cantões, este já um pouco mais congelado do que o de Lugano.
Subimos mais um pouco, cerca de uma hora apenas para cobrir os 42 km que separam Lucerna a Zurique, e novamente um lago no nosso caminho. Foi por ali, no Lago de Zurique, que vimos um dos mais belos cartões postais desta viagem, as garças e os pássaros se mostrando aos turistas e a montanha começando a ser coberta pela neve e o frio cortando e querendo nos dizer para experimentar o chocolate suíço, bem quente.
Uma noite em um hotel diferente, os andares do Hilton Aeroporto, onde ficamos hospedados, são subterrâneos e não para o alto como normalmente vemos, foi outra experiência bem legal dessa viagem. Chegamos ao cair da tarde e logo pela manhã já estávamos novamente no ônibus para o tradicional City Tour pela cidade, que é normal e obrigação das companhias de turismos que nos levam para onde for.
Conhecemos Zurique em um dia, aquele passeio clássico, pois o roteiro era corrido e veloz demais, já nos aproximávamos do fim do giro, terminaria na França, mas precisávamos agora descer os Alpes e conhecer Berna, a capital dos suíços, e foi por ali que sentimos o verdadeiro frio da serra, 2 graus já pela manhã, quando saímos de Zurique e a temperatura continuou descendo até chegar ao destino, na metade do caminho até Paris.
De Berna eu tenho boas lembranças, visuais e de fatos da estadia por lá, a primeira é comensal, o melhor bife que comi na vida, um sabor inigualável, a segunda o sumiço de um casal de idosos, do nosso grupo, que nos deu um trabalho danado para encontrá-los, a guia queria até deixá-los por lá, mas vencemos e encontramos, após quase uma hora de busca, o casal se perdeu dentro de um hipermercado de Berna.
Descemos os Alpes já fora do horário previsto e nos atrasamos ainda mais devido a um acidente com nosso ônibus, desatenção e autoconfiança do Manoel, o motorista português, que abalroou um carro na descida dos Alpes e por ali ficamos outra hora esperando a perícia nos liberar.
Chegamos a Paris por volta das 20h com a Torre Eiffel totalmente iluminada em verde, grená e branco, as cores da França. Mas isto é história para o próximo capítulo.
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