Subindo a Colina de Roma
Minhas aulas de geografia foram excelentes, por isto quanfo passamos por Gênova, vindo de Nice, lembrávamos de Cristóvão Colombo, embora não tenha dado tempo de ver o porto de onde o navegador partiu rumo à Espanha e, de lá, para as Américas. Foi apenas uma passagem rápida, mas que já serviu como aperitivo antes de conhecermos a famosa Torre de Pisa — aquela que permanece inclinada desde que foi erguida — e que nos deu ainda mais a sensação de que aquela viagem era mesmo um sonho.
Se a minha opção número um — conhecer Portugal e visitar Fátima — já estava realizada, faltava cumprir o grande sonho de Marina: chegar triunfalmente a Roma, conhecer as belezas da Cidade Eterna e ver de perto a Capela Sistina, além de sentar em um banco qualquer da Praça de São Pedro, ambas no Vaticano.
Ver o Papa não vimos naquela ocasião. Fomos ver um Papa apenas anos depois, em 2019, quando estivemos diante do Papa Francisco. Mas a sensação de estar ali, mesmo sem a presença dele, já é indescritível. Só quem conhece de perto consegue compreender a emoção de estar tão próximo do berço do catolicismo.
Já contei que muitas de nossas viagens giram em torno dos sonhos de minha mãe, Lili. Ela era uma grande sonhadora e nos deixou muito cedo, sem ter o direito de conhecer pelo menos a sua sonhada Paris — um desejo de menina — e nem mesmo a Praia de Iracema, onde queria ver de perto o famoso “Gogó da Ema”.
Eu e Marina acabamos realizando praticamente todo o roteiro imaginário que ela sonhava. Até mesmo aqueles sonhos que eu ajudava a plantar em sua mente, como Madrid, por exemplo, para conhecer as famosas plazas de toros. Quando finalmente estive lá, em 2015, as corridas já estavam proibidas em muitas partes da Europa, mas ainda assim a emoção de conhecer aquele cenário histórico valeu a pena.
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