Marrocos - Um destino quente

 Marrocos: a porta de entrada para a África

Depois da pandemia, voltamos a andar um pouco pelo Brasil. Conhecemos Salvador, visitamos Petrópolis e o Rio de Janeiro, onde subi, pela primeira vez, ao Cristo Redentor e também fiz o tradicional passeio de bondinho até o Pão de Açúcar.

Naquela época, trocamos nosso operador de viagens e retomamos nossos roteiros internacionais com a Ralph Dutra Turismo e Viagens. Foi quando surgiu uma proposta diferente.

— Vocês já foram à África? — perguntou Ralph.

Diante da nossa resposta negativa, ele começou a elaborar o orçamento e o roteiro. A viagem seria em novembro de 2022, com destino ao Marrocos. Sabendo também do nosso desejo de visitar Fátima para agradecer à Virgem pela cura de um câncer, ele incluiu Espanha e Portugal no mesmo roteiro, que teve início exatamente em 15 de novembro daquele ano.

Nossa primeira escala foi o Aeroporto Internacional de Lisboa. De lá seguimos para Marrakech, onde desembarcamos por volta das 13 horas do dia 16 de novembro, horário local, após quase cinco horas de espera na capital portuguesa para a conexão Rio–Lisboa–Marrakech.

Já em solo africano, no Aeroporto de Menara, a espera foi pequena. A Europamundo, mais uma vez nossa parceira de viagem, já nos aguardava. O traslado foi feito por um excelente motorista e guia, que, durante o percurso até o hotel, foi nos apresentando a cidade e antecipando tudo o que nos esperava nos dias seguintes.

Sem tempo para um descanso maior e para evitar os efeitos do fuso horário, saímos logo ao cair da noite para um passeio inesquecível nas tradicionais charretes marroquinas — ou carruagens, como são chamadas por lá. Percorremos a Cidade Velha, entramos em uma belíssima medina e tivemos uma primeira e fascinante impressão de Marrakech, suficiente para despertar ainda mais a curiosidade sobre o que viveríamos nos dois dias seguintes.

Durante nossa permanência na cidade, conhecemos o magnífico Palácio Bahia, admiramos a imponente Torre de Koutoubia e caminhamos pelas vibrantes medinas, verdadeiros labirintos de cores, aromas e tradições.

A despedida de Marrakech não poderia ter sido mais especial. Vivemos uma autêntica noite marroquina em uma casa de espetáculos, com direito à deliciosa gastronomia típica, danças tradicionais e um show grandioso, que reuniu cavalos adestrados, música e apresentações folclóricas capazes de nos deixar completamente maravilhados.

Assim terminaram os três primeiros dias do roteiro de dez dias pelo Marrocos.

O destino seguinte era Ait Benhaddou, mas antes enfrentamos a impressionante travessia da Cordilheira do Atlas, cujos picos frequentemente permanecem cobertos de neve. Visitamos um povoado berbere, incrustado nas montanhas, e conhecemos um famoso complexo de estúdios de cinema, utilizado por grandes produtoras internacionais, como Netflix e Amazon, além de inúmeras superproduções do cinema.

Seguimos então para Ouarzazate, atravessando o encantador Vale das Rosas, até chegarmos a Boumalne Dadès, onde passamos a noite em um hotel que nos recebeu com música, danças e manifestações culturais tipicamente marroquinas.

Era apenas o começo da aventura. No dia seguinte, partiríamos rumo ao grande sonho da viagem: o inesquecível Deserto do Saara.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Relogio de Praga

O Big Ben

Noite de Guarania em Cuiabá