Sonhos de Lili
Quando eu era guri, jamais imaginei que um dia pudesse transformar meus sonhos em realidade. Sempre pensei em viajar, é verdade, mas esse desejo nasceu muito por influência de minha mãe, Lili, apaixonada por livros de geografia, mapas e revistas que mostravam cidades e países do Velho Mundo.
Mamãe era louca para conhecer Veneza. Dizia que seu grande sonho era passear de gôndola e correr pela Piazza São Marcos, entre os pombos e os artistas famosos sobre os quais sempre lia nas revistas. Pois é, dona Lili, eu também sonhei com isso e, como já disse antes, jamais imaginei que um dia pudesse realizar esse sonho — que era seu, mas que também se tornou meu.
O mundo e Deus, no entanto, foram generosos comigo. Em setembro de 2008, já aposentado, eu e Marina embarcamos em uma viagem inesquecível pela Europa.
E como nasceu o roteiro dessa viagem de vinte e dois dias? Eu e Rildo Júnior, então funcionário da Esperança Turismo, sentamos diante de um catálogo da Europamundo e começamos a procurar um roteiro que reunisse os sonhos de minha mãe e os meus. Quando Marina chegou, formou-se ali um trio de sonhadores e Júnior prometeu transformar em realidade aquilo que imaginávamos.
O que queríamos ver no roteiro? Fátima, em Portugal; Paris, na França; Veneza, na Itália; e, se possível, Londres, na Inglaterra. Este último destino acabou ficando de fora, pois não combinava com o itinerário da operadora. Mas o restante estava lá: o meu desejo de conhecer Fátima; o sonho de Marina, que era ver a Torre Eiffel em Paris; e o antigo sonho de Dona Lili, que sempre falava de Veneza.
Sim, pode acreditar: Rildo Júnior conseguiu reunir tudo isso. E ainda acrescentou dois destinos que fazem brilhar os olhos de qualquer viajante iniciante: conheceríamos Roma e, de quebra, atravessaríamos os Alpes rumo à Suíça.
Assim começou a nossa chamada “Viagem dos Sonhos”. Ela começou em Lisboa, em Portugal, e terminou em Paris, na França, passando por lugares que, tenho certeza, fariam mamãe se apaixonar ainda mais pelo mundo. Ela, que tantas vezes admirou fotos do Palácio de Versalhes, certamente se encantaria ao ver artistas pelas ruas de Nice e milionários circulando em suas limusines por Monte Carlo.
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