Paris

 Paris é uma cidade iluminada — não exatamente no sentido literal da palavra, mas no sentido figurado. A capital francesa recebeu esse título graças aos seus grandes e ilustres moradores: pensadores, poetas, artistas de todas as áreas, homens e mulheres cujas mentes pareciam jorrar talento e criatividade.

E, quando se fala em religiosidade, Paris também é uma cidade iluminada. Um exemplo está no entorno do antigo “Bairro dos Pobres”, que já foi reduto de boêmios e de “vagabundos”, como eram chamados os artistas de rua. Hoje o lugar é nobre e atende pelo imponente nome de Montmartre, situado ao lado de uma das igrejas mais famosas da Europa: a Basílica de Sacré-Cœur, inaugurada em 1914 e atualmente um dos pontos mais visitados da cidade.

Ali, no lado mais boêmio da basílica, permanece o reduto dos artistas. Por aquelas ruas passaram nomes como Picasso e Dalí, e ainda hoje artistas anônimos dão ao lugar um tom especial. Seus restaurantes e bares vivem cheios de poetas, pensadores e gente comum — como eu e Marina — que por ali passamos em todas as três viagens que fizemos a Paris.

Para completar o cenário e justificar o título de bairro boêmio, na parte baixa de Montmartre encontra-se um dos cabarés mais famosos do mundo: o Moulin Rouge. Um lugar que dispensa maiores apresentações e que imediatamente nos faz lembrar das lendárias dançarinas de can-can, as melindrosas mais espetaculares dos palcos franceses.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Relogio de Praga

O Big Ben

Noite de Guarania em Cuiabá