Conhecendo a Itália
Roma pela manhã. O sol nascia na Cidade Eterna depois de três belos dias caminhando pela história, admirando o Mediterrâneo e conhecendo lugares sagrados como o Vaticano, o Coliseu e o Panteão. Dali partimos rumo a mais dois destinos históricos e milenares: Florença, na Toscana, e Veneza, na região do Vêneto, com seus canais que fazem parte da história do turismo mundial.
A viagem foi belíssima. As estradas italianas são daquelas de tirar o fôlego. Às vezes penso que alugar um carro, com um bom motorista, para percorrer a Bota italiana seria algo elegante e ainda mais encantador. Mas estávamos de ônibus e aquilo era o melhor para o momento. Após cerca de três horas e meia de viagem fizemos uma parada técnica — dessas que sempre acabam servindo também para conhecer algum lugar interessante — e logo chegamos a Florença, o berço do Renascimento.
Sem perder tempo, nossa guia nos indicou o caminho do centro histórico e por ali ficamos até o anoitecer, admirando obras de mestres como Michelangelo, Botticelli e Leonardo da Vinci, entre tantos outros artistas que fizeram de Florença um dos maiores berços da arte na história da humanidade.
Depois do almoço em uma tradicional cantina fiorentina, com massas e vinhos, atravessamos a milenar Ponte Vecchio para conhecer o outro lado da cidade. Foi ali que encontrei Robert, um médico polonês radicado no Brasil e que também viajava em nosso ônibus. Cardiologista conhecido em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ele me chamou e disse com certa preocupação:
— Dutra, quando chegar ao Brasil procure um cardiologista. Você está com algum problema na carótida. Está ficando muito vermelho e perdendo o fôlego nas caminhadas.
Bingo. Mas isso é assunto para outras crônicas, em outro momento e em outro lugar. O que conto aqui é a alegria das nossas viagens pelo mundo. E essa reta final na Itália daria, por si só, vários capítulos deste livro ou deste blog.
A saída de Florença e a chegada a Veneza são daquelas experiências que arrepiam — só não se emociona quem não tem sensibilidade na pele.
Ficamos hospedados em Veneza Mestre, no continente, e de lá seguimos para a ilha onde está a lendária Veneza. Após atravessar o Mar Adriático e desembarcar próximo à Basílica de São Marcos, chegamos à praça do mesmo nome, que de linda não tem nada — ela é simplesmente maravilhosa.
Ali se mistura de tudo: músicos, mágicos, pombos, gente bonita, gente alegre e uma impressionante mistura de raças, cores e pensamentos.
Mas o momento realmente mágico foi o passeio de gôndola pelo Grande Canal. Apenas nós dois — eu e Marina —, mais um casal e os músicos: um acordeão e um violino. O gondoleiro, com sua tradicional camisa listrada, conduzia a embarcação enquanto tocavam as músicas que marcaram nosso namoro, noivado e casamento.
No capítulo seguinte subiremos os Alpes e entraremos na Suíça para ver de perto os grandes lagos, a neve e a impressionante civilização suíça.
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